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Mercado de livros espíritas cresce 85% em uma década
Imagem: Google.com
Livrarias, lojas de conveniência, restaurantes à beira da estrada, catálogos de produtos, bancas de revistas e e-commerce. Os livros espíritas ganharam espaço e visibilidade fora das casas dedicadas ao Espiritismo. Esse boom do mercado editorial religioso caminha na contramão da crise e traz um fôlego às editoras. Na última década houve um crescimento em torno de 85% no volume de livros e audiovisuais espíritas comercializados.

Além do salto quantitativo, o mercado qualificou-se alcançando novas e mais elaboradas vias de comercialização, ou seja, deixou de ser um produto restrito às casas espíritas. Há ressalvas, porém, quanto a títulos que realmente estejam alinhados aos preceitos da doutrina codificada por Allan Kardec e que arrebanha 3,8 milhões de seguidores no Brasil, segundo o último censo do IBGE.

O pesquisador Ivan Franzolim, autor da obra “Análise do Mercado Editorial Espírita”, calcula que são mais de cinco mil títulos e que houve um aumento das editoras que publicam os livros espíritas. “Isso é bom e é ruim. É bom porque proporciona maior divulgação da doutrina. É ruim porque as editoras selecionam as obras pela capacidade de venda e não pelo conteúdo doutrinário. Assim, muitas obras apresentam ideias e raciocínios que conflitam com o conhecimento espírita das obras de Allan Kardec”, destaca.

A procura por títulos espíritas se dá pelo interesse das pessoas sobre o sobrenatural, a vida espiritual e a morte. A literatura espírita reúne contos, romances, estudos, meditações e preces. Segundo levantamento do Grupo Candeia, que possui uma das maiores distribuidoras de livros do gênero do País, os leitores são predominantemente mulheres (63%), na faixa etária de 30 a 65 anos.

Depois dos romances, as psicografias são as preferidas. São narrativas transmitidas pelos espíritos por meio de um médium. A região que concentra mais leitores de livros do gênero é a Sudeste, compreendendo 66% do consumo, seguida pelo Nordeste (13%) e Sul (12%). Ricardo Pinfildi, à frente da Candeia, explica que nestes 20 anos de atividade distribui títulos espíritas de mais de 150 editoras. “O resultado desse crescente interesse tem fomentado cada vez mais novas produções espíritas”, destaca.

Meu Livro Espírita 28.8.16
Araxá recebe Feira do Livro Espírita

Começou em Araxá (MG) a 34ª Feira do Livro Espírita. O evento é uma iniciativa da Aliança Municipal Espírita e proporciona ao público a exposição e venda de obras de autores renomados.

A feira é realizada no centro comercial Espaço Center, na Rua Mariano de Ávila, até o dia 13 de agosto, das 8h às 18h. O evento é gratuito e são esperadas cerca de cinco mil pessoas.

Para quem quer comprar livros de grandes autores do universo espírita, haverá vendas de exemplares básicos a partir de R$ 5 como Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Herminio C. de Miranda, Marlene Nobre, Carlos Bacelli e outros. São mais de mil títulos e 1.800 obras.

Segundo o presidente da Aliança Municipal Espírita, Silvio Gonçalves, é uma oportunidade para ressaltar a fé. "Além da venda de livro e da divulgação dos escritores, haverá também uma contação de histórias para as ciranças no período da tarde, no sábado, tudo para levar conhecimento e renovaão da fé espírita", disse.


Redação 8.8.16
Espiritismo é abordado no final de "Malhação"

Dando continuidade às abordagens sobre espiritualidade e espiritismo em suas novelas, a Globo mais uma vez encerrou uma trama com um final um tanto "curioso".

O desfecho de 'Malhação: Seu Lugar no Mundo' foi eletrizante e impressionou por altas cenas de violência em um horário em que isso não costuma ser comum.

O final também ficou marcado pela morte de Felipe, que apareceu no plano espiritual conversando com sua namorada, o personagem deu um beijo na moça e eles prometeram se amar eternamente. O grupo de amigos a que Felipe fazia parte também faz uma despedida na praia, jogando flores no mar.


Meu Livro Espírita
Morador de rua passa dia lendo livros espíritas

Antes do sol aparecer, Carlos Augusto Durval dos Santos, de 56 anos, já está pronto para mais um dia na rua. Dobra o papelão junto com o cobertor que usa para dormir e esconde em um cantinho da cidade. Em busca de alguns trocados, pede dinheiro na rua, toma um café e segue para as escadas que dão acesso à Biblioteca Pública Estadual, na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

O lugar parece improvável para quem não tem mais uma casa ou referência familiar, mas assim como Carlos, outros moradores de rua encontraram nos livros a fuga da solidão, do abandono e de outras válvulas de escape, como as drogas. Se para muito hoje em dia a biblioteca é algo obsoleto, para eles é o melhor jeito de ver o tempo passar.

Há 3 anos, Carlos descobriu nos livros um mundo diferente das recaídas que há tempos ele não dava conta de superar. "Tinha problema com a bebida sabe... Na rua, a gente começa andar com outras pessoas e acaba se afundando. Mas eu nunca usei droga, só a bebida mesmo, cai nessa perdição", lamenta.

Mas logo ele abre um sorriso e faz questão de mostrar os cadernos que compra com os trocados da rua. Entre as linhas, estão as anotações de alguns livros e frases que surgem na cabeça durante a noite. Os blocos de anotações são feitos com volantes que ele pega na lotérica. Servem para guardar os trechos das leituras.

"Não gosto muito de ficção, prefiro os livros espiritas, deixo 4 aqui na minha mesa. Mas já li a biografia da Elis Regina e da cantora Maísa", conta mostrando o amontado de livros na mesa que ele faz questão de sentar todos os dias na biblioteca.

Além das obras de Allan Kardec e as biografias, o dicionário é livro indispensável. O clássico Aurélio é como um acessório para Carlos. "Eu uso ele todo dia, tem algumas palavras nos livros que eu não entendo, aí eu devoro o dicionário. Aí, se tem alguma palavra que eu acho interessante, eu anoto aqui no caderno", explica.

Ele passa cerca de 8 horas dentro da biblioteca todos os dias. Só para na hora do almoço. A comida ele ganha de uma marmitaria próxima, as vezes até o funcionário do prédio divide o alimento com ele. "Café da manhã para mim não pode faltar, eu sempre faço uns R$ 9 cuidando carro, de manhã eu tenho que comer 2 pães com mortadela", comenta.

Sem mencionar o motivo, ele conta apenas que saiu de casa em 1990, depois de chegar do Rio de Janeiro. Em Mato Grosso do Sul, chegou a trabalhar em fazendas, mas depois de perder o emprego, foi a bebida que o consumiu totalmente.

"Hoje frequento o AA (Alcoólicos Anônimos) e fico na biblioteca, tenho a cabeça no lugar, carrego aqui essa vivências e tô muito melhor. Tenho educação, não tenho passagem pela polícia e por isso eu fico aqui, tô nem aí...", reflete se referindo as pessoas que as pessoas ficam incomodadas com a presença deles por ali.

Créditos: Campo Grande News

Redação 29.7.16
Comitê olímpico exclui espiritismo, umbanda e candomblé

Apesar da recomendação do Ministério Público para ampliar as religiões representadas no centro ecumênico dos Jogos Olímpicos, o Comitê Organizador Rio 2016 não vai contemplar religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé.

O locai vai oferecer cerimônias do cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo e budismo das 7h às 22h, com rituais em português, espanhol e inglês. Ao todo, mais de 10 mil atletas olímpicos e 4 mil paralímpicos de 200 países ficarão abrigados na Vila Olímpica.

Em 6 de julho, o Ministério Público Federal recomendou ao presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman, que revisse a medida. Ele tinha o prazo de cinco dias para responder, o que não aconteceu. O comitê também não se reuniu com a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

“O Brasil conta com mais de 588 mil adeptos de religiões de matriz africana, sendo que o estado do Rio de Janeiro concentra significativo número de seguidores dessas religiões”, argumentam os procuradores regionais de Direitos do Cidadão Ana Padilha e Renato Machado. Segundo o último censo do IBGE, há pouco mais de 148 mil seguidores fluminenses de religiões de matriz africana.

Eles citam o artigo 5º da Constituição, de acordo com o qual, todos são iguais e é "inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e liturgias".

O Ministério Público lembra ainda que, de acordo com o artigo 215 da Constituição, o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

A Lei 12.288/2010 determina que o poder público adotará medidas para o combate à intolerância com religiões de matrizes africanas e à discriminação de seus seguidores.


Além das religiões de matriz africana, que respondem por 0,3% do total de praticantes de religião no Brasil, o espiritismo, com 2% dos brasileiros religiosos, também não terá representantes de plantão no local.

O comitê não respondeu aos questionamentos da reportagem do HuffPost Brasil. Antes da recomendação do MP, o órgão informou que havia priorizado as cinco religiões mais seguidas pelos atletas que participarão das competições com base em levantamento estatístico. O comitê disse ainda que o centro estará aberto para adeptos de todas as religiões.

Meu Livro Espírita 28.7.16
Carta psicografada ajuda a esclarecer crime

Uma carta psicografada reabriu um inquérito policial sobre a morte de um homem no Ceará; o filho da idosa Maria Lopes Farias, Galdino Alves Bezerra Neto, de 47 anos, que estava desaparecido desde agosto de 2011.

Galdino morava com a mãe, mas costumava passar alguns dias longe de casa. No último contato que teve com Maria Lopes, ele pediu dinheiro para vistar a cidade de Canindé. No retorno, iria para uma vaquejada em Itapebussu, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza e, desde então, nunca mais voltou.

Após inúmeras idas a delegacias, Instituto Médico Legal (IML) e hospitais, dona Maria Lopes apoiou-se na fé para encontrar respostas. Foi quando começou a frequentar o Lar de Clara, em Caucaia, voltado para a doutrina espírita, que Maria recebeu uma carta psicografada do avô paterno do jovem, em outubro de 2014.

Segundo a idosa, o avô do rapaz escreveu dizendo que ela deixasse de procurá-lo em hospitais e no IML e fosse para Canindé e mandasse rezar uma missa. Mas antes, ela passasse na Lagoa do Juvenal, em Maranguape, indicando que a ossada estaria no local. Ela foi até a região e descobriu que uma ossada havia, de fato, sido encontrada há algum tempo.

Ainda de acordo com a idosa, ela foi à delegacia de Maranguape, recebeu uma requisição sobre a ossada encontrada no local, seguiu para o IML e o resultado do exame deu positivo. Segundo o inspetor Wellington Pereira, que surpreendeu-se com a ajuda divina, o inquérito foi reaberto para que se possa identificar o que aconteceu com o jovem, que desapareceu em agosto de 2011, mas só teve a ossada encontrada em janeiro de 2013, sem pistas de sua identificação.



A carta 

Maria Lopes voltou à delegacia de Maranguape na última terça-feira (19) para falar sobre suas lembranças com o filho e explicar como era sua rotina. Uma segunda carta, enviada pelo próprio Galdino pode novamente ajudar a esclarecer o caso.

Segundo Maria Lopes, a segunda carta teria sido ele mesmo quem escreveu; na primeira, o avô só contou o básico porque Galdino ainda não estava apto a escrever e também revelou que não tinha escrito há mais tempo que não queria que a mãe sofresse. Na carta, ele conta que passava de ônibus próximo à Lagoa do Juvenal e foi atraído pelo local. No relato, ele teria sido vítima de latrocínio e os criminosos teriam escondido o corpo. 

Meu Livro Espírita 22.7.16